domingo, junho 28, 2009

A.I.D.S.


Esse tema eu acho importante tratar, nem sei se é hora ou lugar, mas é um espaço que achei legal pra expor isso.

Ta passando em todos os jornais que aumentou o índice de AIDS entro os idosos e heteros. Ohhh! Então estamos isentos da AIDS? ERRADO

Ais se previne com sexo seguro. E o método mais fácil é camisinha. Mas nós mulheres não precisamos de camisinha, então não tem prevenção? ERRADO outra vez.

Tanto nos Homens e tanto nas mulheres(independente de credo, raça ou opção/orientação/vocação/afins sexual, etc.) pode haver contagio de AIDS, de diversas maneiras. E acontece sim entre nós lésbicas, mas isso é um assunto tabu.

Ok.. O índice de lésbicas é realmente baixo. Mas... Como você vai saber o histórico de uma garota que você só sabe o nome e o apartamento dela? Você não sabe com quantas ela dormiu, se dorme com homem também, se ela se droga, ou qualquer coisa do gênero. Você só sabe que ela é realmente linda!

Ok, é sua namorada? Não esta isenta de ter o virus. Ela não tem culpa, as vezes nem ela sabe.

A AIDS, sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, sigla também em inglês) que ataca o sistema de defesa de nossos corpos contra as doenças. A partir do momento em que a pessoa é contaminada, inicia-se uma batalha entre seu sistema imunológico e o HIV, uma batalha que pode durar até mais de 10 anos. Em outras palavras, algumas pessoas vivem mais de 10 anos sem apresentar sintomas, isto é, podem ter o HIV sem desenvolver a AIDS.

E os sintomas? Cansaço, diarréia e gripes permanentes, fôlego curto, gânglios inchados, lesões na pele, candidíase oral, demência, sangramentos repentinos, emagrecimento acentuado e coma. Na mulher, o emagrecimento é pequeno e são raros os casos de câncer de pele. Por outro lado, são comuns os problemas ginecológicos relacionados ao acometimento de outras DSTs, como candidíase vaginal, gonorréia, clamídia, herpes, e ao aparecimento de tumores cervicais e uterinos e de doença inflamatória pélvica.

(Fonte: http://www.athenasergipe.hpg.ig.com.br/AIDS.htm)


O que fazer então? Existem vários métodos para evitar correr risco de contrair o vírus(o que recomendo é não micaretar demais.rs).
O que você pode fazer para se proteger:

• Não tenha sexo oral durante menstruação;
• Use luvas de latex para proteger suas mãos, especialmente quando sua parceira estiver menstruando;
• Ao fazer sexo oral, use pedaços quadrados de latex, lençóis cirúrgicos ou rolopac para cobrir os genitais de sua parceira.
• Amarrar ou chicotear sua parceira não é exatamente perigoso a menos que envolva sangue;
• Use camisinha ao utilizar vibradores e outros brinquedos que envolvam penetração. Troque a camisinha toda vez que trocar de orifícios. Troque a camisinha ao dividí-lo com sua parceira.
• Uma boa higienização de seus brinquedos e vibradores é extremamente importante, independente da AIDS ou outras doenças. Mantenha seus acessórios limpos e guardados em local ventilado e seco. Ao escolher onde guardá-los, lembre-se que sacos e sacolas plásticas impedem a ventilação, favorecendo a formação de mofo, fungos e bactérias em seus acessórios. Lave seus acessórios cuidadosamente com água quente e sabão neutro ou com uma solução caseira de água sanitária ( 1 parte de água sanitária para 5 partes de água limpa é suficiente). Não esqueça de enxaguar bem;
• Nunca tire o vibrador da vagina de sua parceira e insira-o no ânus/boca ou vice-versa. Ao trocar de orifícios, sempre troque a camisinha ou lave o vibrador.
• Não tenha medo de propor sexo seguro a sua parceira. Aprenda a negociar e a dizer 'não'.


Onde encontrar luvas de latex ou lençóis cirúrgicos:

• Farmácias e estabelecimentos que lidam com material médico fornecem luvas de latex ou lençóis cirúrgicos;
• Caso você não consiga encontrar lençóis cirúrgicos, corte camisinhas - estique-a, corte a ponta e ao longo de uma das laterais - ou rolopac em pedaços quadrados;
• Qualquer supermercado fornece Rolopac em caixas de 30 ou 15 metros;
• O uso de proteção para sexo oral requer alguma prática. Nas primeiras vezes é normal que você se sinta insegura sobre proporcionar prazer a sua parceira. Neste caso, pratique, pratique e pratique...
• Não tenha medo ou vergonha de procurar tais materiais. Sua vida pode depender deles.

Não tenha medo dos portadores da AIDS!

A AIDS é uma doença letal e devemos fazer de tudo para nos proteger dela. No entanto, o medo e a ignorância dos leigos torna a doença ainda mais terrível para aqueles que têm de conviver com o HIV. Um abraço, um beijo ou afago não vão lhe transmitir AIDS. A lista abaixo tem por objetivo clarificar o tipo de contato que você pode ter com sua parceira sem correr o risco de contaminação. Leia-a com cuidado.


Não é arriscado:

• Massagens;
• Abraços;
• Beijos que não envolvam saliva;
• Voyerismo;
• Exibicionismo;
• Masturbação - você tocar a si mesma;
• Contato com o corpo da parceira infectada - desde que não envolva fluídos.


Possívelmente arriscado:

• Beijos molhados;
• Contato genital ou manual com uso de proteção;
• Sexo oral com uso de lençóis cirúrgicos;
• Contato anal-oral com uso de lençóis cirúrgicos;
• Penetração com dedos/mão com uso de luvas de latex;

Arriscado:

• Contato com genitais ou fluídos genitais quando suas mãos ou dedos tiverem feridas ou cortes;
• Masturbar a parceira e logo masturbar-se ou vice-versa;
• Sexo oral sem proteção.

Muito arriscado:

• Sexo oral sem proteção durante período menstrual;
• Ejaculação feminina ou masculina na boca, vagina ou ânus;
• Contato oral-anal/vaginal sem o uso de lençóis cirúrgicos;
• Penetração com dedos/mão sem o uso de luvas de latex;
• Dividir vibrador sem usar camisinha ou lavá-lo antes de dividí-lo;
• Dividir agulhas de qualquer natureza.

(fonte: http://www.saploide.com/arquivos/html/informativos/inf_20060403_2.htm)

Ok.. a primeira vista parece radical e tal... Mas a questão é adaptar.

Sua vida sexual é ativa com varias parceiras? Porque não...
  • comprar dedeiras de latex (parece uma camisinha de dedo) e lubrificante
  • checar se suas unhas tão bem aparadas e limpas
  • evitar fazer sexo oral em quem você realmente não conhece quase nada
  • não beijar e nem fazer oral com cortes na boca ou na língua
  • evitar masoquismos(qualquer coisa que gere cortes ou sangue)
  • não fazer sexo menstruada
  • não usar o brinquedo das outras, e não usar em voce apos usar nela e vice-versa. E sempre com camisinha neles.
  • não fazer tribadismo se possível, se for... pelo menos notar se a vagina da garota esta saudável(digita no google: DST's)
  • freqüentar o ginecologista esporadicamente
  • e fazer o teste de HIV em qualquer posto médico periodicamente
Só tem uma parceira fixa pra sexo?
  • Freqüentar ginecologista periodicamente, as duas. Ir juntas é ate interessante.
  • Fazer o teste de HIV pelo menos 1 vez
  • Tomar todo o cuidado possível com o uso de brinquedos: onde guarda, limpeza, etc. De preferencia comprar 2 ou os duplos(dependendo do brinquedo é a escolha) e sempre com camisinha, nos que é possível usa-las.
  • Manter as unhas aparadas, limpas, etc. Caso qualquer coisa, dedeiras de látex.
  • Cuidado com cortes e afins
  • Masoquismo? Nada de contato com sangue
  • Oral? Evite fazer com cortes na boca, quando tiver com imunidade baixa, e afins.
  • Tribadismo? Se todo mundo estiver saudável sim. Que tal depois de um banho gostoso?rs

O que disse agora pode até não ser 100% seguro, mas não deixa de ser uma segurança adaptavel pra ninguém se sentir alienado.rs

E pra quem esta de boa? Porque não fazer o exame? É de graça e não vai matar ninguém.

Encoraje seus amigos, amigas a fazer. E também a seguir ou adaptar essas regras para o sexo.

Divercidade Sexual é também ter Consciência!


Obs.: Agradeço a ♀ Nina ♀ por ceder a imagem e abraçar a idéia.

sábado, junho 20, 2009

Amor vitual, sobe a rede?

Por Letícia Roese

amor_virtual_ax

"Quem se conhece por escrito, apaixona-se pela alma".

Autor desconhecido

Se você não é adepto das histórias românticas água com açúcar, aconselho a nem ler o meu post. É uma história bonitinha que eu conheço sobre amor virtual e quis compartilhar com vocês no dia de hoje. Ele, um nerd tímido, técnico em informática, 20 anos, nunca namorou. Ela, terminando a faculdade de publicidade, 23 anos, saindo de um relacionamento desgastado de 4 anos. Os dois se conheceram numa comunidade do Orkut quando ela ainda namorava.

As conversas cada dia foram ficando mais constantes, até que ela foi pra uma reunião na cidade dele, e decidiram se conhecer. Até então nenhum sentimento “concreto”… e foi daí que trocaram telefones. No dia que ela estava na cidade, um imprevisto aconteceu e não foi dessa vez que eles se viram.

Mais conversas na comunidade e veio a troca de MSN. Então, e cada dia mais, a curiosidade aumentava, e as conversas já eram diferentes. Mais uns meses passaram, ela terminou o namoro, e ele ainda ali no MSN com ela. Ela foi sentindo que algo tinha de diferente, mas ainda receosa com o recente término do namoro, decidiu não se arriscar.

Ela se lembra da primeira mensagem que ele mandou no celular dela: “Nem nos falamos hoje... saudades de você! Boa noite =*” e, à partir dessa, sempre que ficavam sem se “falar”, ele mandava mensagens do tipo: “Saudades, te adoro sua boba.” E assim ele foi conquistando ela.

Surgiu outra oportunidade de se conhecerem, dessa vez tinham data, local e hora marcada. Ele não apareceu. Ela, como qualquer mulher romântica, mesmo que não assumida, ficou triste e o “relacionamento” entre eles esfriou por uma semana. Até eles se encontrarem novamente online e ele pedir desculpas à ela de uma forma tão carinhosa e bonita, que até hoje quando ela lembra solta aquele sorriso bobo, sozinha.

Milhões de caracteres a mais trocados, mensagens no celular… ele prestava atenção em cada detalhe que ela falava, e como ela falava! Cada história, cada experiência compartilhada. Um dia o assunto era “relacionamentos”. Ele nunca namorou e perguntou à ela como era. Ela foi contando e também desabafando, dizendo que ainda gostava dos românticos à moda antiga, daqueles que mandavam flores. Ele se lembrou disso.

No dia 14 de março, no dia do aniversário dela, ele carinhosamente mandou um buquê de rosas vermelhas. Logo cedo, ela foi acordada com o perfume das rosas invadindo seu quarto e dando bom dia. Um cartãozinho tímido acompanhava as flores “Feliz Aniversário.” E assinava o nome dele. Nisso ele já tinha ganho o coração dela, e eles ainda nem haviam se visto! Somente por fotos e poucas vezes pela webcam. Naquele dia o coração dela bateu mais forte, ela ligou pra agradecer e ele ficou sem voz. Depois do episódio das flores, a troca de carinhos online continuou, até que ela, enfim, viajaria de novo. Dessa vez ou eles se conheciam, ou acabava tudo ali. Decisão dela, claro.

Ela foi, chegou de tarde, chovia muito. Ele abraçou ela, se apresentou(como se precisasse!) e os dois ainda ficaram sentados na rodoviária conversando. Ele estava muito tímido e ela pensando: “Eu beijo ou espero ele me beijar?” e entre risadas e conversas a chuva parou. Caminharam até o shopping. Lá eles lancharam, caminharam um pouco, sentaram, ela encostou a cabeça no ombro dele e...nada! Virtualmente historinhas foram criadas, situações de beijo idealizadas, o tempo passando e nada acontecia. Ela estava ficando louca! Decidiram ver um filme…

Dentro do cinema, ele pegou na mão dela, subiram até as últimas poltronas, longe do olhar de curiosos… ela pensou: “É agora!” e mais uma vez, não foi. Na metade do filme, que claro, ela não lembra o nome, ela tomou a iniciativa e beijou ele. Um beijo demorado, nervoso, mas o beijo que ela tanto idealizou nas últimas horas, nas últimas tecladas.

A hora de ir embora se aproximava e o carinho só aumentava. A vontade era que o tempo parasse por pelo menos umas duas horas, pra ela ter certeza de que aquilo tudo realmente estava acontecendo. Ela pensava: “Meu Deus! Eu conheci ele pela internet, não pode ser verdade!” e nisso chegou a hora de ir embora. Se despediram com um beijo demorado, ela entrou no ônibus e logo recebeu uma mensagem no celular: “É, achei mesmo!”, referindo-se à uma antiga conversa que tiveram sobre: “É possível achar sua cara metade na internet?” E respondendo isso, veio a mensagem, ela leu, sorriu e adormeceu.

Já em casa, ela não conseguia esconder a felicidade e não parava de pensar em quão maluca essa história toda se tornara. As conversas carinhosas se intensificaram, ele dizia que realmente havia gostado dela e queria ela pra sempre. Hoje, alguns meses depois, os dois ainda se falam diariamente via MSN. Se ela fica sem internet, as conversas já são por telefone ou mensagens no celular.

Eu conheço bem os dois sabe? O medo ainda é grande, mas o carinho e o amor que um sente por outro aumenta a cada dia. Planos já foram feitos e desfeitos, nome dos filhos escolhidos, já combinaram de escrever um livro, querem realmente tentar. Querem responder à tão temida pergunta que se faz quase que diariamente: “Amor virtual sobe a rede?” O deles tá subindo, como uma conexão de 156k, mas eles insistem em tentar.

Hoje, ainda que não oficialmente, ele mandou uma mensagem pra ela, dizia assim: “Bom dia minha querida, apesar de não ser nada oficial, Feliz Dia dos Namorados. Mesmo que longe assim, sinto como se eu e você já fossemos nós. Um beijo especial de quem te quer.”

E ela claro, se derreteu toda.

História baseada em fatos reais, com todas as flores e perfumes que puderam sentir ao ler essa história. Uma história que continua e tem tudo pra dar certo. Aos apaixonados de plantão, amores virtuais ou não, ele existe, basta você querer que ele aconteça.

Um beijo carinhoso de Feliz Dia dos Namorados.

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*Letícia Roese é aspirante a publicitária tem um Flickr e twitta sem parar